Blog PMTC

  • Projeto Madre Teresa

A confiança em Deus



Olá, pessoal! O tema de hoje é um chamado à escuta e à leitura de maneira profunda, a fim de que o que aqui seja visto, adentre nos nossos corações de maneira concreta. Primordialmente, existe uma forma técnica de seguirmos a vontade de Deus à Seu modo? Como reagir? O que fazer para aprendermos a deixar nosso tempo para trás e vivermos o que o Senhor nos pede?


Bom, espero que vocês continuem a leitura para que encontrem a resposta certa para isso. Algo que sinto necessidade de tocar é a realidade quanto à forma técnica do verbo esperar. Estamos numa fila de banco, num trânsito quase impossível depois de um dia cansativo de trabalho, numa fila de restaurante, enfim, filas são horríveis e nós odiamos. Por qual motivo odiamos esperar? Pelo simples fato de não estarmos no controle da situação. Inicio o post de hoje com esse lembrete para nos fazer, literalmente, lembrar que esperar em Deus é deixar que Ele continue no controle de nossas vidas, assumindo a posição que merece, ou melhor, que precisa. Afinal, somos totalmente dependentes e nada conseguimos fazer sem que o Senhor esteja a conduzir.


Ainda faço memória da palavra inteireza e de como ela deve ser inclusa no contexto. Você certamente já deve ter passado por uma experiência de confiança superficial em Deus, né? Até um certo ponto flui, mas em outras áreas nem tanto. Em certa parte deixo que o Senhor ressignifique tudo, mas em outras...acho que ainda não estou preparado. É aqui que mora o problema... Medimos esforços para que o Senhor adentre nos nossos corações de maneira profunda, por isso amamos a superfície. Quais sacrifícios tenho feito para que essa realidade seja contornada? Tenho mesmo me deixado abandonar nas mãos da divina providência? Quando, enfim, estarei preparado?


“Que seja feita a vontade de Deus!”...Será mesmo que existe espaço para tanto?

É interessante lembrarmos que quando criamos e nutrimos amizade com alguém, um dos primeiros pontos levados em consideração para que a gente compreenda a relação como saudável, é a confiança sem interesses. Correr para contar um segredo ou um acontecimento do dia, uma partilha inusitada, pelo simples fato de confiar sem reservas. A amizade passa a fluir.


Enquanto entendermos o Senhor como um amigo de voláteis momentos, a relação não será nutrida. Portanto, nós ainda não entendemos o que é o amor. Na verdade, estamos tão cheios de nós mesmos, que achamos nos bastar, nós mesmos. Que grande erro! Somente confiar em nós mesmos, na nossa capacidade, no nosso potencial, sem deixar que a graça sobressaia nossa humanidade, é tão somente um ato egoísta. É sinal de que ainda estamos tão vinculados ao mundo que não conseguimos deixar o apego e a paixão à nossa própria imagem. Reconhecer essa pequenez, fraqueza e dependência é um ato de humildade e maturidade. Sabemos que não conseguimos sozinhos e que precisamos deixar que Deus seja mesmo Deus de nossas vidas. É saber que nós não nos bastamos, por isso nossa sede do Amor aumenta diariamente.


Quando amamos o que conhecemos, as coisas se tornam naturais e nós fazemos e doamos sem nenhum provável interesse. Confiar em Deus, em qualquer que seja a situação, nos faz lembrar que não caímos nos nossos próprios abismos, mas damos liberdade para que o Senhor os encontre e que estejamos ao menos pré dispostos a deixar que Ele dê sentido novo a tudo. Quem de fato conheceu o Amor e deseja aderir às suas vontades precisa lembrar, cotidianamente, que é necessário, mais que tudo, abdicar da autossuficiência. Deus nos basta e isso afaga nossa alma.


Estarmos cheios de nós mesmos é afagar e apalpar a paixão por nossa própria imagem. Repito: é sinal de quem ainda não entendeu o que é o amor, de quem ainda permanece no mundo.

Por fim, qual seria a forma técnica de deixarmos tudo nas mãos de Deus a fim de que Ele assuma o controle? Amando. Não existe sinônimo nem tampouco palavra semelhante que expresse ou defina sentido maior que esse: amar. A confiança pede de nós inteireza e complexidade porque quando saímos de nosso conforto para nos lançarmos sem medo, não existem mais voltas, agora o pulso pelo Amor nos move e isso é suficiente. Afinal, é justo que muito custe o que muito vale.


A esperança cega na misericórdia é a ciência que fez os santos serem mesmo santos. Eles, figuras riquíssimas, não foram santos pelo sofrimento, porque se vitimizavam ou agiam como coitadinhos para que o Senhor assumisse tudo, para que conseguissem cumprir a vontade de Deus. Foram santos por causa do amor. O martírio era em vista do amor, por simplesmente amarem desmedidamente. E mesmo que não amassem por completo, renunciavam os desejos de si gritantes para amar o Amado. O amor movia o coração daqueles homens e lhes dava a certeza de um total abandono, restando apenas inconsequentes consequências de uma vida despojada.


Novamente vos peço: deixemos que estas palavras não fiquem somente no plano técnico, na ficha de um papel ou de um post de blog. Precisa adentrar nos nossos corações de maneira real, no hoje de Deus!

Portanto, nos conformemos com a certeza de que confiar em Deus é a cura para a autossuficiência, é o segredo de quem abre o coração e os ouvidos à escuta e a vivência de que “Quem a Deus tem, nada falta. Só Deus basta!”.


0 visualização